~Quinta e CocaCola

  • pq eu naum tinha o q fazer ateh entaum
  • aii
  • o ele ligou e disse:
  • “vamos sair?”
  • eu disse:
  • “bele, as oito?”
  • “ok”
  • taH..
  • tomamos uma coca,
  • mas senti q ele qria seus classicos:
  • wisk; vodka;
  • mas eu achei melhor naum.
  • ele tbm nem falou
  • ficou soh no pressentimento.
  • bebemos a coca,
  • beijos na pracinha
  • beeijos e um esquenta no carro estacionado ainda na praça.
  • “vamos pra outro lugar?”
  • “jah eh”
  • estrade para o eldorado
  • ele saiu
  • eu tive um momento de :
  • “o q estou fazendo aqui?”
  • ele voltou
  • me jogou no banco de tras
  • peguei o ritmo again
  • e fui arrancando a roupa dele
  • ele é um galinha e eu sempre soube
    rolou discussão
    DOIDA
    • foi divertido
    • ele eh um fofo
      • e queria saber onde eu morava
      • eu disse q nãm
      • ele tinha[…]
        mas eh mto bom d velocidade 4,5
        ~eu tô tão acostumada com certas pessoas
        eu seria clara assim como fui com vc]
        eu poderia estar perdendo
        ontem eu fiquei por baixo
~sou suja só no subjetivo
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~O revolucionário – Hemingway

         Em 1919 ELE viajava pelas ferrovias da Itália, carregando um quadrado de oleado do quartel-general do partido, escrito em lápis indelével e dizendo que o camarada havia sofrido um bocado na mão dos Brancos em Budapeste e pedido aos camaradas que o ajudassem no possível. Usava o oleado em vez de passagem. Era muito tímido e bastante jovem, e os ferroviários passavam-no de uma turma para outra. Não tinha dinheiro, e eles o alimentavam por trás do balcão nos restaurantes das estações.
        Ficou espantado com a Itália. Era um belo país, dizia ele. As pessoas eram todas bondosas. Estivera em muitas cidades, muito caminhara, e vira muitos quadros. Comprou reproduções de Giotto, Mesaccio e Pierro della Francesca e as carregava embrulhadas em um exemplar do ‘Avanti’. Não gostou de Mantegna.
        Apresentou-se em Bolonha, e eu o levei comigo até Romagna, onde precisava ver um homem. Fizeram juntos uma boa viagem. Estávamos no início de setembro, e o campo era muito agradável. Ele era um magiar, um rapaz muito agradável e muito tímido. Os homens de Horthy haviam feito certas coisas perversas com ele. Falou um pouco delas. A despeito da Hungria, acreditava completamente na revolução mundial.
        – E como vai indo o movimento na Itália? – perguntou.
        – Muito mal – respondi.
       – Mas vai melhorar – disse ele. – Vocês têm tudo aqui. É o único país de que todos podem ter certeza. Será o ponto de partida de tudo.
         Eu disse.
        Em Bolonha, dissemos adeus e ele tomou o trem para Milão, de onde seguiria para Aorta e atravessaria a pé as montanhas até a Suíça. Falei com ele a respeito dos Montegnas em Milão.
       – Não – disse ele, muito timidamente, não gostava de Mantegna. Escrevi-lhe indicando onde comer em Milão e os endereços dos camaradas. Agradeceu muito, mas seu pensamento já se voltava para a travessia das montanhas. Estava muito ansioso em atravessar enquanto o tempo era bom. Adorava as montanhas no outono. A última coisa que soube dele foi que os suíços o tinham na cadeia perto de Sion.
                                                                                             Ernest Hemingway

Agosto 2011
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