~Um bobo poema de amor.

Continuo amando Ana Carolina,
mas já não sei se amo você.
E não adianta você tentar tirar a verdade de mim
cara-a-cara.
Pois sua imagem diante de mim, perfeita e
clara, corta me as palavras.

Com você é fácil sorrir,
mas ao ver a despedida de aproximar em mim
aconchega-se o pranto.
Você é o meu sol, com certeza
a minha segurança.
Você me abre os olhos.

Quero você pra eternidade,
mas não te quero agora.
Sei que estou errando, sem você.
Mas quero deixar suas pernas de lado
pra aprender
a andar com as minhas.

Mas você continuará
dentro, e em mim
para toda a eternidade.

Você é o meu futuro.
Mas o meu presente pertence
à mim,
e à minha solidão.

*Eu encontrei esse texto que eu escrevi em algum momento da minha vida, e já nem lembro por que ou pra quem. Decidi postar apenas porque eu tenho um professor Lindo que me ensinou poesia. 😀

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~Pra entender





Quando me ferem, e me cortam, ao invés de escorrer sangue, escorre-me veneno.
Veneno que desce selando a ferida, deixando toda a sujeira do lado de dentro, permitindo uma cicatriz enorme.
Bate, que eu te esqueço na hora.
Dói! E depois da dor só restará indiferença.
O veneno não permanece em mim. Ele só fecha e seca minhas feridas instantaneamente. 
Ele permite-me sofrer por menos tempo.
Ele me faz ver pontos de luz, nos meus momentos de escuridão.
Não sou uma pessoa má.
Não vivo para aferroar as pessoas.
Eu divido veneno com meus amigos machucados.
Mas antes de selar-lhes as feridas, tento limpa-las. E isso realmente dói.


Eu não preciso magoar ninguém pra ser feliz.
Eu preciso apenas provar meu valor.
Um valor já existente, talvez até então não divulgado.


Eu não preciso pisar em ninguém pra ser feliz.
Mas se você pisou algum dia em mim, pode ter certeza de que se cair, não serei eu a ajudar-te.
Desculpe, sou humana.
Humana, com meus defeitos, dores, alegrias tolas, e cicatrizes horríveis.


Sou feita de mel, e mel distribuo.
Abelhas me defendem, assim como os espinhos defendem uma rosa.

~A Louca do Jardim

Pra onde vai o amor? De manhã eu preciso buscar umremédio pra minha mãe, depois tenho pilates e às 11 em ponto precisoestar na agência pra decidir um roteiro de vídeo para uma apresentaçãointerna que o cliente vai fazer para a área comercial. Pra onde vai oamor? Quero aparecer na sua agência, subir as escadas correndo.
Porqueessa pergunta precisa ser feita de peito ofegante. Pra onde vai o amor?Você tem a apresentação de uma concorrência. E tem uma equipe, umamesa, um lixo, um carro alto, um cabelo grande, um sobrenomeimportante, um quadro caro, uma ex namorada top model, dezenas degarotinhas apaixonadas. Pra onde vai o amor? Porque quando deitamos nochão da sua sala e você me perguntou “quanto tempo você demora pradizer que ama?”. Porque quando você me mandou aquele e-mail falando quedormiu bem quando me conheceu. Porque a gente estava tão nervoso no diado Astor, Subastor.
Porqueeu tinha uma escova de dentes aí e você tinha uma escova de dentesaqui. Pra onde vai o amor? O que você fez com o seu? Deu descarga? Oque eu faço com o meu? Dai eu te ligo, escondida no jardim da agênciaque eu trabalho. Chorando horrores. E te peço desculpas. “Eu sei quefaz só um mês que estamos juntos mas o que você fez com o nosso amor?”.
Porque você ficou frio e sumiu e esqueceu e secou e matou e deletou eresolveu e foi? E você diz que está trabalhando e eu me sinto idiota.Me sinto esfolada viva pelo mundo. Me sinto enganada por anjos. Mesinto inteira uma enganação. Respiro mentiras. Visto desculpas. Ajodisfarces. Porque a gente estava sim se amando mas você correu pralevantar antes a bandeira do “se fudeu trouxa, o amor não existe”.Justo você que eu escolhi pra fugir comigo das feiúras do mundo
Porquevocê me emprestava a mão dormindo e pedia colo vendo tv e queria mefazer camarões fritos e escondia as meias suadas quando eu chegavaantes do que você esperava. E você me perguntava o tempo todo se eupercebia como era legal a gente. E então, só pra fazer parte da merdauniversal de toda a bosta da vida, você se bandeou pro lado doimpossível e se foi e me deixou como louca, escondida no jardim daagência, chorando, te perguntando pra onde foi o amor. E você riu edisse “mas eu só estou fazendo minhas coisas”. E eu me senti idiota elouca e chata e isso foi muito cruel ainda que seja tão normal. Normalnão me serve não encaixa não acalma.
Eeu achei que a gente podia ter uma bolha nossa pra ser louco eimprovável e protegido do lugar comum do mundo mediano adulto daspessoas que riem e fazem suas coisas. E tudo ficou feio, até você que élindo ficou feio.
Eeu quis me fazer cortes. Porque viver é difícil demais. E todo mundo meolhando, rindo, fazendo suas coisas. E daqui a pouco eu rindo e fazendominhas coisas. E no fundo, abafado, dolorido, retraído, medicado,maduro, podre: onde está o amor? Onde ele vai parar? Onde ele deixou denascer? Onde ele morreu sem ser? Por que eu sigo fazendo de conta que éisso.
As pessoasseguem fazendo de conta que é isso. E por dentro, mais em alguns, quasenada em outros, ainda grita a pergunta. O mundo inteiro está embaixoagora do seu lindo e refinado e chique e rico prédio empresarial demilionários. Gritando nas janelas, batendo nas portas, tirando você dasua reunião: o que você fez com o amor? Esse dinheiro todo, essaresponsabilidade toda, esses milhões todos, essas pessoas todas quevocê quer que te achem um homem.
Eo amor, o que você fez com ele? Enfiou no cu? Colocou na máquina depicar papel? Reaproveitou a folha pra escrever atrás? Reciclou?Remarcou pra daqui dois anos? Cancelou? Reagendou o amor? Demitiu oamor? É o amor que vai fazer você ser isso tudo e não isso tudo quevocê usa pra dar essas desculpas pro amor. Porque quando eu sentei nocantinho da cama e você leu seu livro de poesias de quando era criança.Porque quando você ficou nervoso porque queria me dizer que naqueleminuto não estava me amando porque você acha que amor é isso além doque você pode. Amor é só o que você já estava podendo. O que você fezcom esse pouco que virou nada? Com o muito que poderia virar? Eualeijada, engessada, roxa, estropiada, quebrada, estou na porta,esperando você, por favor, me ensina, o que fazer, vou fazer o mesmocom o meu.
Voumandar junto com o seu. Nosso amor pro inferno, longe, explodido, nada.E a gente almoçando em paz falando sobre o tempo e as pessoas escrotase o filme da semana. Bela merda isso tudo, bela merda você, bela merdaeu, bela merda todos os sobreviventes que riem e fazem suas coisas ealmoçam e falam de filmes. E por dentro o buraco gigante preenchido porantidepressivos, ansiolíticos, calmantes, cervejas, maconhas, viagens emais reuniões. Pra onde foi o amor? De pé seguimos pra nunca saber, pranunca responder, pra nunca entender
Praonde? Você lendo o texto mais lindo da minha vida sobre o último diamorando com seus pais, você achando as moedinhas que o seu pai escondiano jardim quando você era criança, você me contando isso tudo baixinhoe eu sentindo tantas milhares de coisas lindas, você falando da merdaboiando e a dor dos seus fins de amor, você dormindo com seus cachinhosvirados para o meu nariz, você fazendo a piada dos ombrinhos mais altose mais baixos pra tirar sarro dos homens artistas e burocráticos, vocêpor um mês e tanto amor. Todos os cheiros de todos os seus cantos. Eagora eu louca porque não se pode sentir, porque senti sozinha, porquenão se pode sentir em tão pouco tempo.
Quetempo é esse quando o amor se apresenta tão mais forte e sábio que asregras de proteção? Quem quer pensar em acento flutuante quando se estávoando? Quem quer pensar em pouso de emergência quando se está chegandoem outro mundo melhor? E agora nada e você nada e tudo nada. O amor noplaneta das canetas Bic que somem. O amor mais um como se pudesse sermais um. O amor da vida de um mês. Você com medo de ser mais um e vocêúnico e tanto amor e tão pouco tempo.

Oque você fez com ele para eu nunca fazer igual? Eu prefiro ser quem teespera na porta pra entender. Eu prefiro ser quem te espera na outralinha pra entender. Eu prefiro ser a louca do jardim enquanto o mundori e faz suas coisas. Do que ser quem se tranca nessas salas infinitassuas pra nunca entender ou fazer que não sente ou não poder sentir ouser sem tempo de sentir ou ser esquecido e finalmente não ser.
Texto de Tati Bernardi

~Verdades Really Escancaradas



Que saudade de conversar com você!
Você é a melhor companhia que tive nesses tempos, mesmo quando não queria falar comigo e me evitava.
When you are with me, I’m free, I’m Careless


Eu nunca consegui tirar você de mim.


Você é um ordinário.
Sabe tudo que sinto por você e fica aí, na maior glicose anal.
Sabe que não há ninguém nesse mundo que me faria largar tudo e viajar horas além de você.
Sabe que eu não penso em futuro sem você;
Sabe que eu fico on, esperando você; Esperando SÓ você;
Sabe que quando eu te deixei, foi porque não me sentia digna. Porque eu queria crescer pra você. Você sempre esteve pronto pra mim.


É tão doloroso quando você foge de maneira esquiva.
I’ll never ever find a man like you
You got me twisted.


É muito estranho o modo como você me quer na sua vida.
Eu me perco te decifrando, baby.


Sim! Eu fico confusa, meu bem.
Eu não sei se eu gosto só da segurança que você é, se gosto do jeito como você olha o mundo, ou da energia que você passa.
Aquela energia gostosa, acalentadora, que sempre me fazia sentir como se eu não precisasse de mais nada nesse mundo.
Eu não sei se gosto de você pelo que você é ou pelo que gosto de ser com você;
No I Won’t be afraid Just as long as you stand by Me


Mas é claro que esses pensamentos só passam pela minha cabeça quando você tá longe.
Eu sei muito bem o que penso quando to com você;
Na sua presença eu sei que te amo só porque você existe.
Eu sei que eu amo encostar sua pele na minha, escutar a sua respiração e ter certeza que você está vivo.
E querido, à quanto tempo não tenho essa certeza?
Pois é, não sei.
Eu parei naquela noite. Naquele texto. E naquela despedida.
Parei no tempo, na ultima vez que senti o seu corpo com o meu.
É difícil ver o dia decorrer sem você.
I don’t wanna be without you, baby, I don’t want a broken heart,
 Don’t wanna take a breath, without you, baby.


Triste é me permitir Crescer sem você;
Te deixar, como disse Richard Bach:
Se você ama alguém, deixe-o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi.


É, eu fico confusa. Você não me deixa, e ao mesmo tempo não me toma e não me exige para sí, sabendo que eu lhe sou toda. Você joga a isca, eu a pego, como uma criança feliz, você puxa, mas me deixa no Anzol.
Sabendo que me vira a cabeça e a vida.
Cretino!
Tudo que eu não fiz pra você, foi por não ter certeza do que querias.
Ou porque não pediste.


Chega!
Há mutas coisas ainda a serem ditas, mas ainda não é a hora, ou ainda não estamos preparados.
Era isso que desejava dizer-lhe, mas não quero lhe dar certeza do que é para você ou não.




Não é maldade, veja, não sou desprovida de sentimentos. E muito menos mentirosa.
É que assim como você, eu tenho medo da verdade, e por conhecer o seu medo da verdade lhe deixo o benefício da dúvida. =D

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