O TEXTO SEM DE FATO INÍCIO, SEM DE FATO MEIO, SEM DE FATO FINAL. IMITANDO A PALAVRA.

(gra.fo.ma.ni.a)
sf.
1. Psiq. Compulsão patológica de rabiscar, de registrar graficamente, de escrever. 

O texto sem de fato início (porque sempre esteve), sem de fato meio(porque não se pode encontrar), sem de fato final (porque nunca acaba). Imitando a palavra.
A paixão. O ato sublime de euforia. O ponto final entusiasmado. Completo; A obra. O conto. O texto. O artigo. O livro. O personagem. O poema. O vício. Dentre tantas definições de escrever, não recairei no ato poético de que escrever é salvar a vida [como diria Lispector]. Escrever é uma doença. E das mais vertiginosas. Escrever é um vírus impossível de tratar, uma pandemia interna. Espalha-se por todas as alas do corpo. E Deus os acuda! Não, não significa que todos os dias, todas as horas, escrevemos, significa; que somos palavra e por ela vivemos. Palavra. Palavra. Palavra. Somos manifesto cultural, somos páginas e folhas. Somos letras que unidas formam a força; somos fortes e inapagáveis. Somos o que adentra o cérebro e de lá não sai. Queimem livros, queimem computadores, queimem textos. Não se queima a palavra; ela é o verbo, verbo que nunca se fez carne. Como queimar o imaterial? Dessa vida já queimamos (perdemos) muito, ou quase tudo. A casa de Machado se perdeu, a casa das palavras se perdeu, é preciso uma nova!; A casa dos Grafomaníacos. Uma casa inatingível. Onde não se chega, se é pego. De maneira que não se escolhe a gripe, não se escolhe ser grafo. Acontece. O máximo que se faz é facilitar; Na gripe, seja tolo, coloque mão na boca, esteja perto de doentes. Respire o ar dos febris. Troque conversa com os infectados. Na grafomania? O mesmo. Apenas não coloque a mão na boca, pois precisará dela pra falar. E da sua mão pra escrever. Um grafomaníaco não escreve e se cala. Ele primeiro grita –mesmo que internamente- pra depois escrever. E continuar gritando. Basta a primeira letra, a primeira palavra, a primeira linha, o primeiro parágrafo, a primeira fala. O primeiro devaneio. E tudo se faz; [sem ponto final]
A Palavra Eterniza! 
Tirei esse texto de um dos meus blogs Preferidos de Literatura: Literatortura
Siga também: @literatortura
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