~APÊLO

Seria como um novo sentido
descobrir o fim do grande amor.
Amo-te tanto e foi tudo tão perfeito
E mais lindo que o infinito,
Perfeito até demais,
para minha alma vil e humana,
Sem preparação para o verdadeiro amor.
Se hoje somes no ar,
Antes de pedir que não se vá,
Mesmo sabendo que não mereço,
Peço o teu perdão, oh amada
Será que só todo o meu amor
Não bastaria pra acalmar as nossas almas,
Se meu amor não for necessário me ensine
tudo o que sabes,
Ensina-me, se puder,
Quero poder viver com um anjo igualzinho a você,
E não, mas viver onde estou.
Se eu deixar de existir na sua memória,
Não se preocupe continuarei adorando-te
cada vez mais e mais.
Se morreres faço-te o último pedido,
(Mesmo sabendo da impossibilidade vital)
Quero que me leve contigo,
Pelo menos por um dia de toda eternidade.
Pois bem sabes que eu não conseguiria ver a luz que há na vida sem ti,
Sem delirar nas minhas noites de puro amor,
Sem descansar seu corpo sobre o meu,
sem sonhar nossos sonhos
E principalmente sem deixar minha alma unida à sua.

Jerri Dias

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Diário de um jornalista bêbado

Hunter S. Thompson (1937-2005) foi um controverso escritor e jornalista norte-americano. Considerado pai do que ficou conhecido como jornalismo gonzo (quando quem relata os fatos também se mistura à narrativa), seus personagens funcionam como alter egos, relatando aventuras pelas quais o próprio autor passou.

Em 1998, Johnny Depp deu vida a um desses personagens em Medo e Delírio, encarnando um jornalista que vai a Las Vegas cobrir um evento esportivo e acaba mergulhado numa lisérgica viagem de alucinações. Agora, em Diário de um Jornalista Bêbado – outra adaptação de um livro de Thompson -, Depp assume o papel de Paul Kemp, repórter que, nos anos 50, sai de Nova York para trabalhar em Porto Rico.

Na cidade de San Juan, ele é contratado pelo jornal local The San Juan Star. Logo na chegada, percebe que há uma intensa agitação popular contra a publicação e algumas figuras poderosas da região.

Kemp assume a seção de horóscopo do periódico enquanto batalha para conseguir uma reportagem importante. Ao mesmo tempo, arrastado pelo consumo desenfreado de álcool, passa a se envolver com figuras decadentes e desajustadas. Tipos como Moberg, um alcoólatra admirador de Hitler; e Sala, experiente e desajeitado repórter do jornal.

O contraponto desse universo decadente vem na figura sedutora do ex-jornalista Sanderson. Envolvido com os poderosos locais, Sanderson articula projetos de especulação imobiliária em ilhas paradisíacas da região. Ele tenta convencer Kemp a participar indiretamente desses projetos, escrevendo artigos favoráveis no jornal. Mas o recém-chegado jornalista fica mesmo é obcecado pela esposa de Sanderson, a bela e sensual Chenault (Amber Heard).

O leve tom de anarquia e a falta de rumo certo para o andamento da narrativa são dois elementos que temperam e, ao mesmo tempo, enfraquecem o filme. Se for encarado como uma viagem, que às vezes beira o insólito, pode até ser uma experiência divertida. Por outro lado, a trama costurada pelo roteiro é demasiadamente frouxa. Quase sem conflitos e com personagens um tanto à deriva, a história parece nunca deslanchar, chegando a deixar algumas subtramas soltas pelo meio do caminho.

Nesta jornada etílica, Kemp vive por algum tempo a dúvida entre aceitar servir aos poderosos ou denunciá-los em uma reportagem. Mas, no meio de toda turbulência que o envolve, outras questões se apresentam e o levam a mais encruzilhadas.

Mesmo irregular, o filme apresenta divertidos momentos de deboche, além de pincelar interessantes provocações quanto ao exercício do jornalismo. Mas tudo se dilui na fraca amarração da história. Depp, mesmo sem parecer inspirado, dá conta do personagem, apesar de repetir mecanicamente alguns trejeitos já conhecidos. O destaque, contudo, fica para Michael Rispoli. Sua caracterização de Sala, um jornalista cético e irremediavelmente desiludido, é uma das melhores coisas do filme. O restante fica à deriva, entre altos e baixos.

~I just been Wrong

é tao errado ser feliz? errado à ponto das pessoas te olharem com nojo e desprezo?
é tão errado amar momentaneamente alguém? fazer feliz mesmo sabendo que e dizendo que nao é pra sempre?
é tão errado ser verdadeira? Ser sincera e ser você mesma sem pensar nos porques?
É tão dificil estar certa? Ser uma pessoa correta?
Ou esses parametros não existem? é tudo criação de uma sociedade hipócrita que necessita de titulos e rótulos pra não se perder na sua falta de profundidade?
É tão dificil ter paz? Conseguir sossego?
É penoso deitar a cabeça no travesseiro todas as noites e não ter nada desagradável pra pensar até o sono vir?

Eu não sei mais o que fazer.

Não consigo compreender o sentido de ter pessoas ao seu redor quando elas não conseguem entender que não há o que ser feito, que você não pode ser outra pessoa além de si mesma.

Não compreendo o que as pessoas querem dizer quando me dizem pra mudar se elas só mudam pra pior.

To cansada de mesquinharia alheia e de me sentir culpada por pecados que não são meus e que não existem.                                                                   Cansei de manter a tentativa de paz.

~Aniversário de Charles Chaplin

Charles Spencer Chaplin, que era canhoto, e nasceu no dia 16 de abril de 1889, na East Street, Walworth, Londres, Inglaterra.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro(gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914.Chaplin ficou conhecido por sua versatilidade nas artes, sendo que em Luzes da Ribalta, foi diretor, produtor, financiador, roteirista, músico, cinematógrafo, regente de orquestra e ator.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Chaplin foi criticado pela imprensa britânica por não ter se alistado ao Exército. Na verdade, ele se apresentou ao serviço militar, mas foi recusado por estar abaixo da altura e peso exigidos para alistamento. Chaplin levantou fundos substanciais durante a época de venda de bônus de guerra, não só discursando publicamente em comícios, mas também ao produzir, com seu próprio orçamento, The Bond, um filme-propaganda de comédia usado em 1918. A persistente controvérsia provavelmente impediu Chaplin de receber o título de cavaleiro em 1930.

Durante toda a carreira de Chaplin, alguns níveis de controvérsia existiram a respeito de sua suposta ascendência judaica. Propagandas nazistas das décadas de 1930 e 40 o retratavam como judeu (chamado-o de “Karl Tonstein” ou “Israel Thonstein”), com base em artigos publicados pela imprensa dos EUA, e as investigações do FBI no final da década de 1940 também se concentraram nas origens étnicas de Chaplin.A crença ou não Deus em Chaplin é tida por alguns como controversa. No famoso discurso final do filme O Grande Ditador seu personagem cita um trecho da Bíblia. Alguns historiadores afirmam que Chaplin fazia parte da maçonaria, porém nenhuma dessas afirmações são exatas e existe uma grande controvérsia sobre o assunto.

Apesar de ser batizado pela Igreja da Inglaterra, Chaplin sempre se declarou agnóstico e ateu. Entretanto, algumas de suas frases e pensamentos citam “Deus”, embora pelo conceito hermético admitem-se as citações como uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo, sobretudo por ter declarado publicamente em diversos momentos não acreditar na existência de Deus. Não há documentos que comprovam a ascendência judaica de Chaplin. Durante sua vida pública, ele recusou-se ferozmente em contestar ou negar as afirmações de que ele era judeu, dizendo que sempre iria “jogar diretamente nas mãos dos anti-semitas.” Embora tenha sido batizado na Igreja da Inglaterra, Chaplin creditava-se como sendo agnóstico durante a maior parte de sua vida.

O fato de Chaplin sentir atração por mulheres mais jovens continua a ser outra fonte de interesse para alguns. Seus biógrafos atribuem isto a uma paixão adolescente com Hetty Kelly, que conhecera no Reino Unido durante suas apresentações no music hall, e que possivelmente definiu o seu ideal feminino. Chaplin gostava de descobrir jovens atrizes e orientá-las de perto; com exceção de Mildred Harris, todos os seus casamentos e a maioria dos seus principais relacionamentos amorosos começaram desta maneira.

Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.

Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: “Chaplin não foi apenas ‘grande’, ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam.”

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion de ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

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