LAMENTAÇÕES DE ALGO QUE NÃO SE PODE VER

Era então dois de novembro, dia dos mortos. Dia de falar sobre os que morreram em combate e os que foram assassinados por mãos frias.

Eu não tinha conhecimento do que era real, e do que estava escondido e intacto atrás do véu. Então eu só tinha certeza de que nada era como um dia fora. Já nem o sol  brilhava tão intensamente como da ultima vez em que aquela pequena criança estivera viva.

Olhei para minha direita e vi uma mãe se lamentando pela morte do seu filho. Horrorizada e isolada ela permanecia. Sua alma transparecia dor. Não houve sequer um anjo para a acolher em seus braços naquele momento.

Senti o pesar em minha consciência e comecei a chorar. Tudo o que eu sempre vi foi perda, dor e  devastação. Mas  nada poderia ser feito, a não ser comtemplar.

Sentei, observei, e nada fiz pra amenizar ou impedir.

O ônibus passou e atropelou a pequena criança que corria atrás de sua bola de futebol.  A senhora fora assaltada e morta. Não havia uma boa alma que pudesse ajudá-la. Uma vitima de solidão não sobreviveu graças à negligência de quem  quer dinheiro, mas amor não pode ter.Ninguém os ajudou…

E assim como eles, os que tentavam viver uma vida melhor, sem males, com menos dor ou ingloria, morreram sob nossos olhos.

Tudo aconteceu e eu fiquei…

E eu fiquei…

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