Homens de Preto 3

O primeiro filme dos Homens de Preto (Men In Black) foi lançado no ano de 1997, e ficou popularmente conhecido como MIB. O filme não foi apenas sucesso comercial, mas foi também muito bem recebido pela crítica. Já a sua sequencia não fez o sucesso esperado e acabou deixando um gostinho de querer algo mais dentro do filme. Mas com um bom planejamento e uma antecedencia de cerca de 10 anos de preparação, Homens de Preto 3 chega para completar a trilogia. E ainda é muito divertido ver o retorno do agente Jay (Will Smith) e Kay (Tommy Lee Jones) em uma nova aventura sobre o vilão alienígena Boris o Animal (Jemaine Clement) que está em uma prisão de segurança máxima lunar, querendo vingar-se de Kay pelo corte de um de seus braços e sua prisão. Sim, Kay é creditado para a abundância de trabalho de volta aos seus tempos áureos dos anos 60, e estamos prestes a descobrir muito mais sobre seu personagem inexpressivo, que é quase sempre o saco de pancadas para Jay, que faz de sua missão reverter o que Boris tinha a intenção de fazer, que é viajar de volta no tempo.

A longa ausência da franquia fez bem. O truque com a viagem no tempo – usado na ficção científica – muitas vezes acaba por ser muito bem usado. Josh Brolin é perfeitamente moldado como um jovem Kay. A dupla tem uma excelente atuação no longa, e levam o filme com uma energia do começo ao fim! Os efeitos estão fantásticos, o humor vem em doses excelentes em cada cena interpretada pela dupla, e a direção do filme foi muito bem feita.

A relação entre os dois amigos contrastantes, é caracterizada por um amor e ódio. Apesar de brigas persistentes, os dois estão mais próximos do que você pensa. A este respeito, Homens de Preto 3 faz tudo certo. Uma boa continuação tem que contar uma história consistente, por um lado, e lançar luz sobre novos aspectos da história e seus personagens principais e aprofundar o “universo” de um filme e também algo novo e refrescante para contribuir. Tudo isso é oferecido de maneira fantástica!

Homens de Preto 3, pela primeira vez também traz a emoção real para a franquia, que tem também muita coisa nova. É bem possível que uma ou outra mulher na platéia solte algumas lágrimas durante o filme.

Em resumo, o filme Homens de Preto 3 sabe como entreter perfeitamente e é um espectáculo divertido, cheio de idéias peculiares e diálogos espirituosos. Por isso recomendo a todos que não percam tempo e assistam pois cada minuto do filme é super legal.

No final das contas vejo que você nunca precisou existir.

lanlisNew

Eu planejei toda a minha vida.

Cada passo que eu daria. Cada pessoa que eu teria ao meu lado.

Eu te desenhei.Te fiz em cada sonho meu. Implorei à Deus que me trouxesse você assim, como que tinha planejado.

Eu fui à luta.Não fui muito corajoso ou persistente. Então após alguns dias vieram os primeiros sintomas da desistência. Comecei aos poucos a desistir dos meus planos. O primeiro a ser deixado de lado foi você. Achei tudo meio dificil, pesado demais, cansativo demais. Meu suor era muito caro e o retorno não vinha logo. Não estava valendo a pena.

Esqueci que Deus tinha planos pra mim. Que tudo estava certo pra acontecer, e o que era destinado a ser meu, seria.

Ele me provou isso. Tirou você do papel, e o melhor, me mostrou o caminho até você. Por inumeras vezes atravessei os muitissimos quilometros que ainda me separavam de você. Te ver ali, na minha frente, foi fantástico. Estive, por algum tempo, muito feliz por não precisar mais procurar, porque tinha encontrado você. E se eu tinha encontrado você, se o meu sonho mais difícil tinha se realizado, eu poderia tudo, com Deus ao meu lado, eu seria imbativel. E todos os meu planos conseguiria realizar.

A arrogância me pegou desprevenido. E novamente estive em queda.

Eu me exibia com você, e com a minha realização pessoal. Eu esqueci que você não era um troféu apesar de ser perfeita.

E você era tão perfeita. Perfeita demais. Era linda demais, altruista demais. Você amava demais, e pensava demais.

Aos poucos minhas viagens passaram a pesar demais. Era tão cansativo viajar tanto só pra te ver. Voce era linda e me fazia todas as vontades, mas eu não estava mais empolgado com você. Eu não te via brilhar mais. O impressionamento havia acabado. Era uma situação triste, então tive que te deixar de lado. Tinha pessoas mais brilhantes à minha volta, eu não precisava mais de você pra me manter estonteante.

Esqueci que não se TÊM você. Se MANTÊM. E eu não cuidei de você.

Deixei você na estante. Até que você ficava muito bem lá. Meu primeiro e mais lindo troféu. Acho que apesar de não saber se voce ainda esta viva ou não, ainda te posso ver lá. As pessoas ainda pensam que você esta la. Eu fico feliz por elas pensarem assim. É o certo. Eu não preciso cuidar de você, mas ainda tenho de você tudo o que eu sempre quis.

No final das contas vejo que você nunca precisou existir.

Um Homem de Sorte

“Um Homem de Sorte” ou “The Lucky One” é um filme inspirado no livro de Nicholas Sparks, autor de outros livros como “Diários de uma Paixão” e “Querido John”. Sob a direção de Scott Hicks, estreou no Brasil em 4 de maio de 2012 e conta a história do sargento da Marinha Norte-Americana, Logan Thibault (Zac Effron). Este militar serve pela terceira vez no Iraque, e por milagre é salvo de um ataque a bomba ao achar no campo de batalha a foto de uma bela mulher, a qual traz no verso a inscrição: mantenha-se vivo. A partir desse dia, em que Logan encontrou a foto, ele consegue ter sorte em tudo o que faz, o que por várias vezes salva a sua vida. O sargento acha isso estranho e não consegue achar uma explicação racional para isso, mas para seu melhor amigo, Vitor, só existe uma explicação, a mulher da foto.

Fim da a Guerra, é chegado o dia de ir para casa. Logan volta ao Colorado, para a casa de sua irmã. Mas, como a mulher da foto continua sempre em sua mente, como se fizesse parte do seu destino, ele segue em busca desta mulher, por todo o país, para lhe agradecer pelo que aconteceu, por ela ter de certa forma, inexplicável, o mantido vivo. Nesta jornada, que ele não sabe ao certo onde o levará, ele é acompanhado pelo seu fiel amigo, o pastor alemão, Zeus.

Após a procura por muitas cidades, ele chega a cidade de Hampton, no norte da Califórnia e encontra Elizabeth (Schilling), a mulher da foto, dona de um canil juntamente com sua avó, divorciada e que tem um filho chamado Ben. Não conseguindo falar a Elizabeth sobre a foto e o que o trouxe a esta cidade, traz desconfiança ao coração de Elizabeth. Contudo, a avó de Elizabeth o emprega no canil. Aos poucos, o sargento mostra que é uma pessoa especial, diferente e digna da confiança e do carinho de todos, o que traz uma revolta muito grande ao ex-marido de Elizabeth, Keith Clayton, o Xerife da cidade. Este, inconformado com a separação dos dois, sentindo a proximidade do sargento com Elizabeth e com as pessoas da família dela, tenta impedir que os dois se aproximem ainda mais. Apesar de ser um drama, o filme prende a atenção da platéia, do início ao fim e a história de amor dos dois personagens, Elizabeth e Logan, sempre cercada de muito romantismo e de paixão nos revela o quanto podemos ser felizes ao seguir o nosso destino.

Jukebox – The Long And Winding Road – The Beatles

E aí, pessoal? Prontos para mais uma dica musical do nosso jukebox?? A música de hoje é uma daquelas que faz parte do meu Top 10 de melhores músicas de todos os tempos! Lembrando sempre que qualquer opinião aqui expressa é  apenas um reflexo do meu gosto musical e portanto não deve ser encarada como uma verdade absoluta ou um mandamento escrito na pedra. Sem mais rodeios e flores, minha indicação da semana é a balada “The Long And Winding Road” presente no disco Let It Be, último disco gravado pelos Beatles como conjunto de fato.

Gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970, o álbum foi somente lançado em 8 de maio de 1970, após o disco Abbey Road (último disco gravado) e juntamente com o documentário com o mesmo nome. Inicialmente estava previsto chamar-se Get Back.

A ideia inicial era a de criar um disco honesto e de volta às raízes, o mentor do projeto Get Back, mais tarde Let it Be foi de Paul McCartney que descontente com as constantes brigas entre os integrantes tentava criar um ambiente amistoso, mas naquele ponto isso foi impossível. A vulcão adormecido dentro do grupo começava a dar sinais de que ía despertar e não havia mais nada que qualquer um deles pudesse fazer a respeito.

The Long And Winding Road, a canção da semana, foi o único single do disco, mas algumas outras canções como Across The Universe e a homônima Let It Be tornaram-se famosas. A música fala sobre esperar numa longa e sinuosa estrada… que leva a um lugar muito conhecido e como todas as estradas sempre levarão a um mesmo lugar mesmo havendo tristeza, mágoa, rancor no caminho. É sobre o amor que redime tudo e que encontra o caminho de volta. Uma belíssima balada romântica que até hoje é presente no repertório das turnês do Sir Paul McCartney. É uma música de catarse, como todas as que eu postarei aqui no Jukebox. Músicas de catarse são essas que dão a impressão de “lavar a alma” e trazer uma emoção muito forte a tona sempre que as ouvimos.

McCartney afirma que escreveu a canção tendo em vista as tensões dentro da banda e que simplesmente sentou-se em seu piano em sua fazendo na Escócia e imaginou como seria alguém como Ray Charles compondo uma canção e tentou “compor” como ele imaginou que o mesmo faria. Para Paul a beleza e calmaria da Escócia era inspiradora em suas sessões de composição. Embora até o fim da banda em 1971, os Beatles tenham assinado grande parte de suas canções como Lennon/McCartney, nem sempre a dupla escrevia junta. É bem provável que apenas no começo da carreira eles tenham de fato escrito seus sucessos juntos, com o tempo John e Paul cresceram e começaram a competir entre si, o que gerou grande sucessos como Eleanor Rigby e Nowhere Man, mas que também lançou a semente que seria um dos fatores determinantes para o fim de uma das maiores bandas que já existiu. No caso de The Long And Winding Road, tanto a melodia quanto a letra é toda McCartney e no que ele faz de melhor. Conhecido por ser o beatle mais relações-públicas e carismático e também por seu constante charme e otimismo não é de se estranhar que essa música em particular tenha gerado um certo estranhamento. Melancólica, nostálgica e chorosa são definições que nos aproximam do que a canção pode transmitir.

Paul imaginava uma música em atmosfera simples, clean… Mas acabou se decepcionando com a roupagem que o maestro Phill Spector deu a sua obra. O maestro incluiu um quarteto de cordas, deixando- a mais grandiosa e apoteótica. Eu, particularmente gosto da versão de Spector, mas deixo-a aqui para vocês tirarem suas próprias conclusões:

Ele não gostou do produto final dessa música, odiou o fato de “terem mexido em sua música sem seu consentimento” e pediu para “refazerem a música”, tendo seu pedido negado, possivelmente criando a ruptura final entre eles. Só em 2003 quando lançou Let it Be… Naked, fez a versão do seu gosto, tirando os overdubs do Spector e tornando a canção mais intimista, como um verdadeiro canto do cisne do que foi todo o trabalho dos Beatles ao longo dos anos. Apesar do “ódio” que McCartney expressava diante a versão de Spector, é possível que não tenha sido “tudo isso”, uma vez que até hoje Sir Paul ainda inclua a versão original do de 1970 em seus shows em vez de sua própria versão de 2003. Talvez o baixista só tenha ficado bravo por não ter sido consultado sobre mudanças na sua própria canção.

Versão presente no álbum “Let it Be Naked” de 2003:

Uma versão que eu aprecio bastante, fez parte da homenagem “Submarino Verde e Amarelo” com canções do Fab4 interpretadas por artistas tupinquins. Abaixo uma linda rendição da canção da semana interpretada por Zizi Possi:

Pra quem gosta de uma teoria de conspiração (eu, particularmente adoro), eu não poderia deixar de declarar aqui a minha crença na ideia de que essa canção, assim como muitas outras, foi dedicada ao John. E quando eu digo isso, eu não estou me referindo apenas a amizade. Era explícito o elo de amizade entre os dois compositores que se conheciam desde a adolescência. Paul ensinou John a compor, nada seria mais natural para ambos do que se comunicar através de sua músicas, a linguagem que eles dominavam mais, o que os unia. Também é sabido que o relacionamento entre eles era bastante conturbado, principalmente no período de produção desse álbum, por conta da presença de Yoko Ono (mulher de Lennon) e Linda McCartney (mulher de Paul). Um fato curioso é que John e Yoko casaram-se exatamente uma semana depois de Paul ter trocados alianças em sigilo com Linda. Ciúmes? Posse? Amor? Ligação? Não vou colocar na caraminholas na cabeça de ninguém, até porque já as tenho o suficiente pra mim. Cheguei a fazer um dossiê de evidências de um possível relacionamento além amizade entre Lennon e McCartney, nele incluo trechos de biografias, reportagens, letras de canções minunciosamente analisadas (a nossa canção da semana é uma delas) e outras coisas. Não estou induzindo ninguém a acreditar nisso, entendo que pra alguns isso seja um baita motivo pra polêmica e farofagem. Mesmo existindo muitas pessoas que acredita na mesma teoria que eu, ela não deixa de ser uma teoria que pode muito bem ser verdadeira ou não. Não sou a Geni, então não me atirem pedras! Independente da natureza do relacionamento entre esses dois compositores incríveis, foi desse relacionamento que nasceram canções que nos embalam até hoje e foi por existirem longas e sinuosas estradas a se percorrer que hoje nós podemos ter acesso às canções de tanta beleza. E como todas estradas nos levam de volta às mesmas portas e o amor é antigo e novo ao mesmo tempo, não posso deixar de amar ao amor quando eu olho pra uma foto como a desses dois e penso que realmente o sonho não acabou, mesmo que esteja perdido numa dessas estradas.

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