No final das contas vejo que você nunca precisou existir.

lanlisNew

Eu planejei toda a minha vida.

Cada passo que eu daria. Cada pessoa que eu teria ao meu lado.

Eu te desenhei.Te fiz em cada sonho meu. Implorei à Deus que me trouxesse você assim, como que tinha planejado.

Eu fui à luta.Não fui muito corajoso ou persistente. Então após alguns dias vieram os primeiros sintomas da desistência. Comecei aos poucos a desistir dos meus planos. O primeiro a ser deixado de lado foi você. Achei tudo meio dificil, pesado demais, cansativo demais. Meu suor era muito caro e o retorno não vinha logo. Não estava valendo a pena.

Esqueci que Deus tinha planos pra mim. Que tudo estava certo pra acontecer, e o que era destinado a ser meu, seria.

Ele me provou isso. Tirou você do papel, e o melhor, me mostrou o caminho até você. Por inumeras vezes atravessei os muitissimos quilometros que ainda me separavam de você. Te ver ali, na minha frente, foi fantástico. Estive, por algum tempo, muito feliz por não precisar mais procurar, porque tinha encontrado você. E se eu tinha encontrado você, se o meu sonho mais difícil tinha se realizado, eu poderia tudo, com Deus ao meu lado, eu seria imbativel. E todos os meu planos conseguiria realizar.

A arrogância me pegou desprevenido. E novamente estive em queda.

Eu me exibia com você, e com a minha realização pessoal. Eu esqueci que você não era um troféu apesar de ser perfeita.

E você era tão perfeita. Perfeita demais. Era linda demais, altruista demais. Você amava demais, e pensava demais.

Aos poucos minhas viagens passaram a pesar demais. Era tão cansativo viajar tanto só pra te ver. Voce era linda e me fazia todas as vontades, mas eu não estava mais empolgado com você. Eu não te via brilhar mais. O impressionamento havia acabado. Era uma situação triste, então tive que te deixar de lado. Tinha pessoas mais brilhantes à minha volta, eu não precisava mais de você pra me manter estonteante.

Esqueci que não se TÊM você. Se MANTÊM. E eu não cuidei de você.

Deixei você na estante. Até que você ficava muito bem lá. Meu primeiro e mais lindo troféu. Acho que apesar de não saber se voce ainda esta viva ou não, ainda te posso ver lá. As pessoas ainda pensam que você esta la. Eu fico feliz por elas pensarem assim. É o certo. Eu não preciso cuidar de você, mas ainda tenho de você tudo o que eu sempre quis.

No final das contas vejo que você nunca precisou existir.

~Mais uma.

Eu me vira com você muitas vezes. Eu nunca lhe disse mas, você, apenas você sabe o que é melhor pra mim. Nunca alguém que não fosse você conseguiria balançar  meus sentimentos tão profundamente como fizestes.

Você me beijava e eu rezava para que no dia seguinte eu encontrasse novamente o rumo das coisas, o pensamento certo e uma forma de fazer tudo sem você.

Segunda à noite, um outro alguém me beijara. Eu não poderia não conseguiria  me preocupar com um beijo qualquer: apenas o seu beijo superava as batidas do meu coração.

Mas você viu a mentira que o corpo produziu, e acreditou. Deixou a verdade enterrada junto com seu amor por mim.

Não me impedi de seguir te em sua fuga após o justiceiro tapa que tu esgrimiste na face do outro alguém.

Em razão do que sinto por você tomo atos que nunca pensei que pudesse.

Agora só espero, e rezo para que ouças a voz que lhe diz a verdade sobre mim, sobre você, sobre nós.

~Enlaivada

Às vezes eu não sou tão poderosa.

O meu brilho tem falhas.

As vezes pego onibus cheia de sacolas, com um guarda-chuva gigante que não fecha.

As vezes minhas roupas ficam manchadas com as tintas que eu uso pra pintar meus sorrisos.

Eu costumo também ter cólica, quando esqueço de comprar os doces.

Costumo não aguentar o tranco e me esconder no armário para uma pausa, eu bato o joelho na porta e falo grandes palavrões.

Eu bebo como homem, porque muitas vezes sustento fardos que não são meus.

Eu faço as unhas enquanto almoço. Você as verá impecáveis, mas nunca pude ir à uma manicure.

Eu leio enquanto escrevo. E acendo incensos de camomila porque é mais rápido que fazer chá.

Eu devo todos os meus sapatos, mas não devo satisfação à mais ninguém.

Eu amo em silêncio. Quem merece sabe.

Eu amo o errado, o pecador.

Eu amo ostras porque aprendi a abri-las.

Me aborreço com muita facilidade, mas quase nunca as pessoas são culpadas, então ninguém precisa se aborrecer comigo.

Eu gosto de brisa, de água.

Eu gosto de banho de chuva no verão e banho de sol no inverno. Mas também gosto de ficar olhando as nuvens escuras dos dias frios e sentir o vento cortar meu rosto.

Eu gosto de dor mais do que de morangos.

Eu não sei escolher entre vermelho e branco.

Eu não sei nadar. Talvez por isso eu sempre acho que vou morrer por não saber lutar.

Adoro a velocidade, adoro correr. É bom sentir que há muito oxigênio. É delicioso o gosto de adrenalina na minha boca, apesar desse gosto ser muito parecido com gosto de sangue.

Mas o melhor é ficar transparente. Ser engolida pela natureza, e se tornar natureza. Deixar de ser individual pra se tornar coletivo, numa alma coletiva. Bom é perder-se na inconsciência e voltar a ser luz, força, vida.

E eu nunca sei a hora de voltar pra casa, pro quente abraço.

Nunca sei como terminar um texto.

~Adeus à Canção de Ninar

Hoje à tarde (uma tarde de inverno aquecida pelo triste sol), meu querido amigo Jheffrey Kennedy sentou se comigo e em meio a uma conversa longa sobre a vida, seus porquês e ironias, escreveu este lindo texto que espera publicação física.

Boa Leitura!

Porque será que no momento em que mais nos sentimos tristes as pessoas percebem sobre nossa existência. Por qual motivo elas nos olham e observam em nosso olhar enquanto pensamos que o melhor era estar em outro lugar? Qual a importância, qual a diferença que isso pode colocar em tais mundos? Eu não estava pensando em você, mas o encontrei, não olhei é claro e passei do seu lado.

Porém dessa vez eu não olharei para trás. Deixarei todas as minhas tristezas e frustrações para trás, junto com você e cuidarei para que eu fique triste por ter acabado o ensino médio e por ter que me separar de meus amigos. Por não ter tido tempo de conhecer mas pessoas na escola, por ter molhado meu trabalho de cinquenta e cinco páginas de português na quarta e tê-lo de entregar na quinta feira, por não ler a atividade e errar tudo consequentemente, por escrever cento e trinta e sete páginas de um livro e do nada jogá-lo no lixo…

Enfim, há muitos motivos e muitas coisas que valem realmente a pena.

Está vendo? Estou lhe deixando dessa vez, para sempre.

Adeus!

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Obs: Dessa vez eu não editei, acho que foi um texto tão espontâneo que merece o perdão da gramática.

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